STREETWEAR: A importância da juventude

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  Nem tudo o que os estilistas propõem nas passarelas é aceito. Algumas modas simplesmente “não pegam”. A rua impõe suas vontades, e essa rebeldia parte - normalmente - dos jovens. A música serve para aglutinar adolescentes desde o final dos anos 50, quando se estabelecem os teenage styles, unificados pelo gosto musical.

 Mods, roqueiros, punks, rockabillies, skinheads, soul boys, rastas, neo-românticos, new wavers, rappers e clubbers deram origem às chamadas “tribos urbanas”, como as subculturas foram batizadas na década de 80. Eles passaram a usar literalmente o que bem entendiam — à sua moda, sem se importar se estavam ou não “na moda”. Aliás, se não estiverem, melhor ainda.   O conceito das “tribos” é o de usar a moda para sinalizar o que se pertence a um grupo, demarcando seu território.

 É a partir daí que a moda das ruas passa a influenciar os estilistas, cumprindo o caminho inverso: das calçadas para as passarelas. O marco zero dessa influência acontece em 1960, quando Yves Saint Laurent faz desfilar, na maison Dior, um casaco de couro de crocodilo com vison preto inspirado no look rebelde de Marlon Brando no filme O Selvagem (1954). Depois, o estilista introduzira em suas coleções itens como a calça comprida, refletindo uma imagem que já estava sendo usada pelas jovens mais modernas em Londres e em Paris.





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