A moda brasileira pede passagem para desfilar a diversidade


Lenny Niemeyer não se restringiu às modelos magras(foto: Agência Fotosite)


Depois de dois anos sem presença de público, a São Paulo Fashion Week, principal semana de moda da América Latina, fez o retorno presencial triunfal, em que a diversidade reinou na passarela. Em formato phygital, uma integração entre físico e digital, os desfiles da edição N52 exaltaram também a inovação e a sustentabilidade.


Com a apresentação de 51 marcas, em 27 desfiles presenciais e 24 virtuais, a semana de moda, que teve como tema Regeneração, levou para a passarela corpos diversos — gordos, magros, pretos, brancos, sobre cadeira de roda e até com bolsinha de ostomia à mostra. E seguiu o protocolo de manter, ao menos, 50% do casting formado por modelos negros, indígenas ou asiáticos.


O projeto Sankofa, iniciativa do movimento Pretos na Moda e da startup de inovação social Vetro Afro Indígena na Moda (Vamo), abriu o segundo dia de desfiles presenciais marcando presença com modelos racializados e corpos variados. No total, o projeto, que fez o primeiro desfile físico, contou com sete marcas diferentes: Ateliê Mão de Mãe, AZ Marias, Meninos Rei, Milie Lab, Naya Violeta, Santa Resistência e Silvério.


A modelo de descendência indígena Dandara Queiroz desfilou para a Ponto Firme: equidade racial(foto: Agência Fotosite/Divulgação)


E as grifes não levantaram apenas a bandeira racial. Modelos "fora do padrão fashion" brilharam, provando que a moda precisa ser feita para todos. "Hoje foi um dia de muita emoção e realização de sonho: subi na passarela da @spfw com as roupas da @meninosrei, e que incrível que foi poder levar comigo esse conceito e pôr meu corpo gordo pra jogo também nas tendências", festejou a influenciadora digital Thais Carla (@thaiscarla), em sua página no Instagram. "Estou aqui pra educar os olhos da sociedade e fazer com que eles repensem o conceito do que é ser belo. Finalmente, nossos corpos estão sendo festejados, desejados, publicizados e vestidos com as principais marcas!", completou.


"Falar sobre inclusão é usar da empatia e se colocar no lugar do outro, você @orafamuller é potência.


Nossa moda enaltece e respeita todos os corpos. Chega!", ressaltaram os criadores da marca Meninos Rei no Instagram, ao destacar a participação do modelo e ator Rafa Muller, cadeirante, no casting da grife. "Continuaremos nesse caminho, onde os pensamentos e ações são construídas com base no respeito."


O estilista Walério Araújo celebrou 30 anos na moda com sua estreia presencial na SPFW. O estilista fez uma homenagem aos personagens da noite paulistana nos anos 1990, como Kátia Miranda, com a coleção Noite Ilustrada. Levou para a passarela a drag queen Halessia e o ator Luciano Szafir, que desfilou com a bolsa de ostomia, sequela da covid-19, à mostra.


Já o estilista Alexandre Herchcovitch e o stylist Daniel Ueda desenvolveram 20 looks do jogo Free Fire para o primeiro desfile de skins do mundo. Os avatares do game, que conta com mais de 1 bilhão de downloads, foram transformados em peças reais. Diversidade e inovação em alta!


Fonte: Correio Braziliense

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