Moda não é sobre refletir, é sobre projetar

por Expressiva Modas


Em algum momento você já se perguntou por que as roupas de passarela são tão estranhas?


É até normal ter o pensamento: “quem usaria uma coisa dessas?”, por que realmente, elas não são pensadas para serem usadas no dia a dia. A ideia das grifes é apresentar as tendências da próxima estação de forma conceitual, com muita criatividade. O foco é mostrar quais tecidos, cores, formas, estampas e acessórios estarão em alta nos próximos meses.


Mas você já parou para se perguntar “como as marcas sabem quais serão as tendências futuras e de onde elas surgem?” Por vezes acabamos reduzindo o mercado da moda muito ao produto final. Claro, não é obrigação do cliente refletir sobre toda a cadeia, mas é interessante ter consciência de como toda peça tem uma história e de que percorreu um trajeto até chegar aos balcões das lojas.


Antes de uma coleção ser ‘concebida’ há todo um trabalho de pesquisa, análise e estudos sobre fenômenos sociais envolvendo cultura, costumes, nicho e público alvo. Além disso, a tendência faz referência e analisa o passado, dando sinais do que vai acontecer adiante. Não é atoa que a moda interfere tanto no comportamento das pessoas.


Por mais distantes que sejam da nossa realidade alguns eventos de moda, influenciam diretamente no que será visto nas lojas ao longo dos próximos meses. Por exemplo, a semana de moda em Paris (Fashion Week) aconteceu há dias, no início de outubro, mas ainda continua repercutindo nas principais colunas de moda do país e rendendo reflexões sobre o que esperamos para o futuro, interferindo diretamente nas coleções das próximas estações.


Outro exemplo que foi muito comentado nas mídias foi a presença da socialite americana Kim Kardashian, coberta, literalmente, de preto dos pés à cabeça no Met Gala deste ano. Apesar de ter viralizado aqui no Brasil através de vários memes, a leitura correta a ser feita sobre, é de que ao aparecer daquela forma, ela evidenciou a volta de uma tendência, a do preto básico, encabeçada pela marca de grife Balenciaga para as próximas coleções. Outras tendências que podemos esperar é a volta da nostalgia dos anos 1990, com looks divertidos e coloridos.


Erika Palomino, da Folha de São Paulo, escreveu: “Apesar de parabólica de zeitgeists, a moda sempre esteve longe de refletir a realidade”. Isso porque a moda não reflete, a moda projeta. E esse é um ponto que sempre abordamos aqui na coluna, sobre a capacidade desse mercado inovar, recuperar tendências e criar expectativas do que ainda está por vir. É assim que esse mercado funciona. Ele trabalha sempre a frente do seu tempo. Isso mesmo, de você que está lendo.


REFERÊNCIAS

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/10/desfiles-pos-covid-em-paris-trazem-de-volta-sexo-e-frivolidades.shtml

https://www.jornalcruzeiro.com.br/blogs/go-fashion/2018/06/385371-por-que-as-roupas-das-passarelas-sao-tao-estranhas.html


Fonte: G+ Notícias

MAIS ACESSADAS NO SITE::

Moda sustentável: Qual a importância dela na atualidade ?

Marrom é o novo preto: cor é tendência no outono-inverno

Mais moderna e descontraída, Marisa apresenta nova coleção de jeans

Artistas e mundo da moda multiplicam possibilidades e ganhos no metaverso